A experiência contemporânea comprova o que venho alertando em minha pesquisa: algoritmos não têm lado, mas reproduzem (e exacerbam) aquilo que há de mais barulhento e emocional em cada bolha.
Me preocupa, que no Brasil e no mundo, estejamos criando leis com o intuito de proibir o acesso de smartphones para as crianças e adolescentes baseados em um pânico moral que, aparentemente, não resiste ao mínimo escrutínio.
Vivemos em tempos onde o medo palpável dos jornalistas tradicionais se materializa na forma de uma cruzada moralista contra as fake news.
A evolução do Instagram transcendeu a mera criação de uma nova plataforma digital; representou o estabelecimento de uma linguagem visual completamente nova.
Um dos pontos críticos dessa discussão é a atuação de Elon Musk como proprietário da X, permitindo que contas anteriormente banidas no Brasil, como a de Allan dos Santos, continuem a postar na rede social livremente.
O que podemos fazer em relação ao fim da realidade corpórea e ao surgimento da realidade algorítmica?